Frankdey Rodrigues

Corrupção, fraudes, denúncias. Criado em 2003 e iniciado em 2004, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica – Luz para Todos – do Governo Federal, tem servido de assunto para diversos meios de comunicação. No entanto, as matérias publicadas em jornais e revistas nem sempre são para divulgar dados positivos. Apresentam-se textos com teor negativo, visando atingir o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

No site da revista Veja, na edição de junho/2007, uma matéria tem como título “Esse programa é um choque – suspeitas de fraudes e incompetência roubam o brilho do Luz para Todos, que prometia tirar o campo do escuro”. Para a edição on-line da revista, o programa social do Governo Federal apenas prometia melhorar a vida de comunidades sem acesso à eletricidade.

E continua: “o Luz para Todos – versão em alta voltagem do Luz no Campo, do governo FHC – foi um dos carros-chefe da campanha à reeleição do presidente Lula”. O texto ainda destaca as denúncias de fraudes que derrubaram o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e mostra “o lado sombrio do programa, pois o Luz para Todos é um choque de realidade”.

A Folha On-line, de 03 de fevereiro de 2008, apesar de destacar a ampliação do programa, lembra que esta ampliação e aceleração ocorrem em pleno ano eleitoral. No final, a matéria ressalta que apesar de estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo já terem ultrapassado em mais da metade a meta de eletrificação “Amapá, Amazonas, Acre, Piauí, Roraima e Rondônia não cumpriram nem a metade do objetivo”.

O site do Governo do Maranhão dá atenção à entrevista com a sua secretária das Minas e Energia, Telma Tomé. Na entrevista, Telma aponta que “dificilmente o Maranhão vence as trevas se o programa Luz para Todos continuar caminhando da forma como vem acontecendo”. Ela continua: “são desvios que contribuem para estacionar o Maranhão no atraso, impedindo o desenvolvimento da produção, de uma forma geral”. De acordo com o site, o Maranhão é o segundo estado do nordeste com o maior número de excluídos do uso de energia elétrica em números absolutos, superado apenas pela Bahia.

O G1 também pauta o assunto negativamente. No dia 18 de fevereiro de 2008, o site destacou “Suspeita de fraudes suspende obras do Luz para Todos no Piauí”. A matéria enfatiza fraudes naquele Estado que beneficiavam a construtora Gautama, de Zuleido Veras. Por causa destes acontecimentos, o sonho da comunidade de Jacobina, no Piauí, tinha acabado.

O mesmo assunto é publicado no site do Estadão. No entanto com nível crítico mais contundente destaca: “Corrupção do século 21 faz suas vítimas viverem no século 19″. O texto lembra que “o edital teria sido elaborado por membros da estatal federal CEPISA (Companhia Energética do Piauí) e da construtora Gautama”.

Apenas uma matéria, das seis analisadas, e do próprio Estadão, pautou-se na ampliação do Programa Luz para Todos. No entanto, percebe-se que a maioria dos veículos de comunicação prefere enfatizar os problemas encontrados no percurso do programa.

Escrever sobre os benefícios que um programa social, em qualquer nível governamental, pode oferecer à população é quase impossível.

Tudo o que se escreve é direcionado a acusações de campanha eleitoreira, ação populista, brechas para corrupção, entre outros fatores. É certo divulgar os erros, mas é preciso saber como acusar. Pois a credibilidade do veículo fica comprometida por causa de interesses pessoais e políticos.

Confira as matérias nos links abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u369343.shtml

http://www.gabmilitar.ma.gov.br/pagina.php?IdPagina=589

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL304278-5601,00

http://www.estado.com.br/editorias/2007/05/27/pol-1.93.11.20070527.27.1.xml

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco130296,0.htm

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